quinta-feira, 1 de julho de 2010

Objetivo do Controle Interno


Segundo Nakagawa (2003, p. 45), o principal objetivo do controle interno “[...] é a salvaguarda dos interesses da empresa, objetivando proteger o patrimônio contra quaisquer perdas e riscos devidos a erros ou irregularidades”.
Uma empresa possui bens, direitos e obrigações que se dividem por vários setores. Dessa maneira, o almoxarifado é responsável pelo estoque de material da empresa e demanda atenção na sua distribuição, guarda e manutenção; o setor de tesouraria, por sua vez, controla os saldos bancários, toda a movimentação de numerário; o setor de recursos humanos é o que responde pelos cálculos e controle da folha de pagamento, assim como pelos encargos sociais.
Como se vê, por esses exemplos, a empresa dispõe de enorme gama de atividades que requer especialização, conhecimento e entendimento de forma que sejam conduzidas dentro de padrões adequados, minimizando a possibilidade de perdas e riscos.
Os principais mecanismos que podem dar o necessário suporte à salvaguarda dos interesses são os seguintes: segregação de funções, sistema de autorização e aprovação, determinação de funções e responsabilidades, rotação de funcionários, carta de fiança, manutenção de contas de controle, seguro, legislação, diminuição dos erros e desperdícios, contagens físicas independentes e alçadas progressivas. (MIGLIAVACCA, 2004)
Também é importante a precisão e confiabilidade dos informes e relatórios contábeis, financeiros e operacionais que possibilitem a geração de informações adequadas e oportunas, necessárias gerencialmente para administrar e dar noção dos eventos realizados na empresa.
Existem meios que possibilitam o suporte necessário à precisão e à confiabilidade, segundo Migliavacca (2004, p. 48) são eles:
1. Documentação confiável que corresponde à utilização de documentação hábil para o registro das transações; conciliação que indica a precisão ou diferenças existentes entre as diversas fontes de informação. Por sua vez, realizar uma análise objetivando a identificação da composição analítica dos itens em exame. 2. Um plano de contas compreendendo a classificação dos dados da empresa dentro de uma estrutura formal de contas, com a existência de um plano de contas bem definido. É necessário tempo hábil para determinar o registro das transações dentro do período de competência e no menor espaço de tempo possível. 3. É essencial um equipamento mecânico visando facilitar e agilizar o registro das transações, fomentando a divisão de trabalho.
Um dos principais incentivos do controle interno é o estímulo à eficiência operacional, que determina prover meios necessários à condução das tarefas, de forma a obter entendimento, aplicação e ação tempestiva e uniforme. Aqui mostra que a união faz com que a empresa se desenvolva cada vez mais.
Os meios que podem prover suporte ao estímulo à eficiência operacional, de acordo com os estudos feitos por Figueiredo e Caggiano (2005), consistem em: seleção que possibilita a obtenção de pessoal qualificado para exercer com eficiência as funções para eles designadas, efetuando treinamento para possibilitar a capacitação do pessoal para a atividade proposta, elaborando um plano de carreira determinando a política da empresa ao pessoal quanto às possibilidades de remuneração e promoção.
Há também relatórios de desempenho que compreendem a identificação individual de cada funcionário indicando suas virtudes e deficiências. Um relatório de horas trabalhadas possibilita a administração mais eficiente do tempo despendido pelo pessoal.
 É imprescindível a utilização de manuais internos sugerindo clara exposição dos procedimentos internos com instruções formais indicando formalmente as instruções a serem seguidas.
O comportamento dos colaboradores também é muito importante. Segundo Sá (2005), são os padrões de comportamento que reforçam os controles internos. O comportamento dos administradores acerca da integridade e da permanente difusão dos controles internos é fundamental para se alcançar eficientes e eficazes sistemas de controle interno. 
Nas situações que os altos executivos assumem a responsabilidade, os demais níveis são impelidos a ter o mesmo empenho e a adotar os padrões próprios de comportamento.

Autor: Dailton Rodrigues de Carvalho

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